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Ninguém merece viver preso dentro de si. Com medo de um mundo que carrega em suas mãos o poder de deixar que o outro viva (ou não) em paz. Por isso, o nosso desejo de hoje, nessa data tão forte e cheia de significado, continua sendo o mesmo de SEMPRE: uma sociedade capaz de respeitar as diversidades.

Seja alto, baixo, gordo ou magro. Negro ou caucasiano.

Seja bigênero, agênero, pangênero, transexual, travesti, homem e mulher.

Seja homossexual, bissexual, assexual e heterossexual.

SEJA VOCÊ.

É com a missão de empoderar e dar voz que trazemos 5 depoimentos de pessoas LGBT que nos fizeram sentir MUITO ORGULHO de ter cruzado o caminho delas. Porque ninguém melhor do que os próprios para falar o que sentem nesse dia tão lindo.

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“Sabe quando você descobre que não gostaria de ser ninguém além de você mesmo? É uma epifania. Uma catarse. É um despertar que lhe permite começar de novo. Do zero. E do zero você pode ser muita coisa. Inclusive você.  Ser você é etéreo, é constitucional e orgânico. Ser você é um ato de empoderamento. Ser e entender-se gay é um ato de liberdade. Dá orgulho. E ter orgulho de ser quem se é, é demonstrar amor próprio. Quem se ama, ama o próximo. Quem se aceita, aceita o outro. Essa lógica simples e complexa faz a roda girar na direção certa. Te faz compreender os sentidos e a beleza de ser você.”

Giselly Azevedo

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“A beleza do meu orgulho mora no infinito. No brilho dos meus olhos ao lembrar de todas as decisões que tomei para chegar aonde estou. É a certeza que sempre viveu em mim. É a assertividade de nunca ter negado quem eu sou.

Eu nunca tive medo nem a menor vontade de me encaixar em padrões. Sempre fiz questão de transformar o fato de ser gay (e eu sempre soube que sou gay), do que poderia ser um problema no meu grito de liberdade, na minha forma de expressão. Porque nunca fui singular. Sou múltiplo e cheio de partes espalhadas dentro de mim. Então, naturalmente, nunca deixei dúvidas para NINGUÉM de que eu não poderia ser de outra forma, além de exatamente o que sou. Sempre impus pro mundo o meu amor próprio e minha totalidade. Enaltecendo todas as diferenças e abraçando a diversidade.”

Patrick Santana

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“A hétero que nunca voltou e a gay que nunca saiu do armário.

Quando descobri que era bissexual, já era um pouco mais velha. Tinha 23 anos quando me apaixonei por uma menina. Pra mim foi tudo muito natural. Não tive medo. Não tive vontade de me esconder. Eu estava feliz. Finalmente tinha me encontrado dentro de mim.

Mas fui descobrindo que, para um bissexual, o mais difícil era se encontrar do lado de fora.

Vi muitas amigas gays questionando o fato de me sentir atraída por homens. Diziam que era “só uma fase”. Amigos héteros estranhando e se afastando: “Mas como assim? Você sempre gostou de homem”!

Minha namorada, quando não achava que a minha bissexualidade iria passar, como se fosse um rito de passagem, tinha medo de eu “voltar a ser hétero”. Gostaria de dizer que ela foi a única.

Mas o pensamento monossexual te obriga a escolher: ou você gosta de homem, ou gosta de mulher.

Como se relacionamentos não fossem repletos de singularidades, independente de gênero.

Por isso, sigo sendo a hétero que nunca voltou e a gay que nunca saiu do armário. Mas sigo em frente, com a mesma felicidade que aos 23 eu descobri.”

Carol Avena

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“Um dia estava jantando com umas amigas da academia depois da aula de dança. Uma delas me contou que estavam circulando fotos minhas justamente na aula, só que em tom vexatório e de piada em grupos de What’sApp dos machos ali da unidade em que a gente frequenta. Sempre gostei de dançar e nunca vi nisso nenhum problema. Embora a pinta seja livre e a dança role em cima de um salto 10 (Stiletto né, mores?), nenhuma atitude justifica nenhum tipo de subjugação.

Achei a atitude desses caras errada de tantas formas que não tive o que falar, apenas sentir. Falta de respeito, empatia, micro agressões, machismo, patriarcado, bullying, isso pra não citar a homofobia velada…

Então resolvi ir um pouco mais arrumado no dia seguinte, all the eyes on me in the center of the ring just like a circus.

E para aqueles que queriam me intimidar, vocês pensaram mesmo que eu não iria rebolar minha bunda, né?”

Leonardo Constancio

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“Sou gay desde que nasci mas só fui entender minha orientação sexual com uns 15 anos, mesmo já tendo tido experiências com homens antes disso. Naquela época ser gay em escola particular era bem complicado, mas a partir do momento que me aceitei como eu sou e tive o apoio dos meus familiares nada mais importava. No segundo ano saí do “armário” e fui ser quem eu verdadeiramente sou. Tive sorte porque tive apoio. Hoje mais de 10 anos depois de me formar na escola, muitos daqueles que me olhavam mais preconceituosos acabaram se assumindo gays também. Falei isso porque, para mim, a beleza do meu orgulho é mostrar para outras pessoas que vivem as mesmas inquietações que eu vivi que é possível coexistir sem preconceitos. Independente de classe social, orientação sexual ou raça. No final somos todos iguais com características e gostoso diferentes.”

Luiz Fernando

Por hoje é só, meus amores.

Segue o baile, segue a luta! ??

Feliz dia internacional do orgulho LGBT! ???❤️

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